Aug 31
Watchmen
Acabei de assistir ao trailer de Watchmen, que deve ser lançado em amrço de 2009. É realmente um espetáculo, e resta esperar que o filme corresponda à s expectativas. Muito colabora para o impacto da montagem a canção The Beginning is the End, do Smashing Pumpkins…
Veja o trailer abaixo
No commentsAug 11
Nome Próprio
Ele é forte, visceral, perturbador, angustiante, sombrio, divertido, poético. Foi como percebi o fime do Murilo Salles, Nome Próprio, baseado em textos da blogueira Clarah Averbuck. Leandra Leal, além de linda e apaixonante no filme, dá uma densidade extraordinária a uma personangem que já é exagero e profundidade em todos os sentidos. Tudo nela é intensidade: a dor, a paixão, o texto. Muitas gente se choca com a falta de limites, as bebedeiras, as orgias da Camila do filme. Mas com toda sua loucura, ela põe em questão o estatuto da arte e do artista, que quero discutir no próximo post, evocando um outro ser estranho com quem também fiz contato recentemente; David Lynch…
2 commentsAug 2
Os Fantasmas de Porto Alegre (Fantaspoa)
Resolvi reescrever inteiramente este post, que realmente estava muito xoxo. A banca do concurso da UFRGS teve um saldo curioso: dez dias em Porto Alegre com chuva constante, frio e escuridão. O clima, em alguns momentos angustiante, também me despertava um delicioso mood gótico, ideal para as experiências de estranheza. Formou-se, assim, um perfeito cenário urbano para o Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre, que procurei aproveitar ao máximo possÃvel. Com ingressos a apenas R$ 4,00 e um agradável (mas também irritante) sabor de amadorismo - as salas velhas e decadentes do Centro Cultural Mário Quintana, projetores multimÃdia sem foco -, tentei superar minhas experiências mais radicais de aficcionado. Assisti a 10 filmes:
1. Man from Earth
2. Postcards from the Future
3. After the Apocalipse
4. Tales of the Fourth Dimension
5. The Fourth Dimension
6. Mindflesh
7. Spine Tingler
8. Corroboree
9. Confederate States of America
10. Blood Tea and Red String
Gostei particularmente de Mindflesh, Corroboree e Blood Tea and Red Strings, este último uma animação em stop motion lembrando muito os trabalhos dos irmãos Quay. Também apreciei a ambiência visual e a labirÃntica narrativa de The Fourth Dimension. Mas os filmes que realmente guardei na memória foram documentários (um “fake”, um “sério”). Confederate States of America é um falso documentário sobre a história dos Estados Unidos da América, mas uma outra história: ele imagina uma situação em que os confederados tivessem ganho a guerra civil e a escravidão fosse praticada por aquelas terras até hoje. Irônico e inteligente, é uma crÃtica ácida ao preconceito racial e ao fundamentalismo religioso que mancham o passado (e certamente, ainda, o presente) dos EUA. Spine Tingler narra a trajetória do divertido e genial William Castle, o mitológico diretor de filmes B dos anos 50, que fez pérolas como The Tingler e produziu o clássico de Polanski, “O Bebê de Rosemary”. Com suas estartégias mercadológicas e sua utilização de recursos “multimidiáticos” nas exibições de seus filmes, castle estava muito à frente do seu tempo.  Acima fiz uma leve crÃtica ao amadorismo do festival, mas na verdade tenho de reconhecer que este é um de seus elementos que mais me atrai. Isso sem falar no fascinante exercÃcio de observação etnográfica do peculiar tipo de público que atrai. Raridade e estranheza sempre me fascinaram, e é isso que me interessa em fenômenos culturais como o do Fantaspoa. Só posso admirar os organizadores de tão difÃcil e corajosa empreitada. Esse tipo de fenômeno cultural tem despertado cada vez mais minha atenção, e por isso multiplico minhas leituras de textos sobre o cinema “cult” e “trash”. É realmente um público único, capaz de consumir produtos situados nas esferas mais extremas da vida cultural, do mais massivo ao mais erudito, digamos. É com esse espÃrito que estou lendo Sleaze Artists, excelente coletânea editada por Jeffey Sconce e recomendada pela querida Simulation. Abaixo, o cartaz de Corroboree, estranhÃssimo filme de Ben Hackworth, de imagerie poderosa (mas muito prejudicada pela qualidade da projeção) e narrativa elÃptica.

Jul 26
Fantasmas Midiáticos

Saiu o novo livro pela Ateliê Editorial. Ficou bonito, e só posso agradecer ao pessoal da editora e ao amigo Osvando Morais pelo cuidado. Em breve, postarei aqui a introdução da obra.
4 commentsJul 26
Amor
“l’amour est l’invencible habitude d’une présènce devenue nécessaire à notre coeur” (F. Alquié, Le Désir d’Éternité)
No commentsJul 26
Mediocricy
É incrÃvel o nÃvel de estupidez e cegueira que certos seres humanos são capazes de demonstrar.
No commentsJul 22
Notas Finais dos Cursos de Graduação
Prezados alunos, cliquem nos links abaixo para verem as notas finais das disciplinas Comunicação e Cultura e Comunicação e Imagem. Os arquivos estão em formato PDF. Boas férias a todos!
No commentsMay 31
Pinch me, so I know I’m not dreaming…
Hoje foi um dia particularmente estranho. Tive a impressão de sair do mundo e entrar numa zona misteriosa, numa espécie de Twilight Zone tupiniquim onde tudo que costumava fazer sentido parecia desintegrar-se diante de meus olhos. Fui obrigado a escutar argumentos esdrúxulos e inacreditáveis como os de que Walter Benjamin era reacionário e um pensador de segunda porque “cometeu suicÃdio…”. Alô?? Terra?? Walter Benjamin foi um dos pensadores mais influentes, densos e importantes do século XX. Fugindo dos horrores do nazismo (era judeu), foi barrado num posto de fronteira nos Pirineus quando saÃa da França recém-ocupada. Supostamente preferiu tomar uma overdose de morfina do que arriscar-se a cair nas mãos dos nazis. O que você faria no lugar dele? Iria curtir umas férias em Auschwitz? Digo SUPOSTAMENTE, pois a antiga tese do suicÃdio já não é mais uma certeza histórica e ninguém sabe exatamente o que aconteceu com ele naquela travessia (sobre isso, dêem uma olhada aqui). Vejam bem: não costumo admirar autores apenas porque estão badalados e nem tenho o hábito de citar referências a cada parágrafo de texto. Contudo, não conheço Benjamin só de orelhada, e me doeu nos ouvidos escutar aquilo, especialmente vindo de alguém que reputo como inteligente e erudito. Ok, posso não “ir com a cara” de determinado autor, mesmo sem ter lido uma só linha dele. Mas outra coisa inteiramente diferente é denegrir um Benjamin por meio de uma associação totalmente sem sentido. Surrelista. Não vou me dar ao trabalho de reproduzir o resto da fala, pois foi igualmente embaraçosa, com tentativas débeis de desqualificar conceitos estabelecidos na literatura da área ou outros nomes de peso, como o do grande teórico de cinema Ben Singer. It doesn’t hurt to be a little humble, does it? Juntamente com outras situações que tenho vivido nos últimos tempos, isso me levou à indagação de certos aspectos da vida acadêmica. Todos nós vivemos aqueles momentos em que nos perguntamos: “o que estou fazendo aqui?”; “qual o sentido de todos esses rituais e encenações?”; “por que discutir questões para as quais nunca teremos respostas finais?” (e, claro, por que continuar esperando algo da Capes quando já se sabe que algum parecerista de má vontade com a tua cara ou a tua instituição irá te negar uma fatiazinha dessas nossas parcas e ridÃculas verbas de fomento?). Não tenho boas respostas para essas questões. Mas a verdade é que a universidade é talvez o único lugar onde posso receber um salário (ainda que irrisório) para pensar, escrever e ensinar - atividades que, infelizmente, constituem minhas paixões mais viscerais. Eu fico com a resposta do meu amigo Juremir: o motivo mais nobre e autêntico para continuar na academia e suportar todas essas vicissitudes é combater o tédio, passar o tempo. Pois, de fato, não existe luta mais importante que a do homem contra o tédio. Posso ter muitas pretensões e veleidades. Posso sonhar em mudar o mundo, em denunciar as injustiças sociais, em despertar um senso crÃtico nas mentes impúberes dos meus estudantes, mas no fim das contas o que fica é a luta contra o tédio. E não faltam momentos emocionantes na vida acadêmica quando escutamos pérolas desse tipo. Sim, a academia é mais divertida, provinciana e surreal do que se costuma imaginar.
5 commentsMay 25
YouTube!
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Duas conquistas em um dia. Consegui fazer o “upgrade” do meu WordPress para a última versão e finalmente descobri como inserir vÃdeos do YouTube no blog! Para comemorar a descoberta, aà em cima está o belo videoclipe da música L’éphémère, de Alexandre Désilets.
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